terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saudades de Sérgio Porto


Alto, forte, bonito, inteligente, bem falante, bom copo sem beber muito. Profundo conhecedor da música popular brasileira. Amante de samba, sambão do morro de crioulo da favela, e de jazz (amantes de belíssimas mulheres, também, é grande verdade). Culto, engraçado, pândego, boêmio, simpático sem ser servil. Ele conseguiu transitar livremente pela esquerda sem nunca ter sido de esquerda, embora seu temperamento lembrasse muito aquela figura anarquista do tipo, se hay gobierno soy contra. Sérgio Porto, Stanislaw Ponte Preta e mais um dos nomes que ficam apagados para a nova geração sem memória de um país que a cada dia vai substituindo seus grandes vultos por personagens histéricos e constrangedores.
De um tempo em que para fazer humor se necessitava de inteligência e de cultura, Sérgio chegou a trabalhar com o mestre dos mestres, Aparício Toreli, nosso querido Barão de Itararé. Viu que tinha verve para a coisa e desandou a escrever, criar, divertir e se fartar de trabalhar, até o dia em que teve de pedir demissão de um seguro emprego no Banco do Brasil para cair na roda-viva do mundo da então iniciante mídia. Sagaz, num tempo em que a TV ainda tinha alguma qualidade, Sérgio aí já cunhou uma das suas frases imortais que mais parecia uma previsão: “A televisão é o maior invento da humanidade a serviço da imbecilidade humana”. Naquela roda-viva que era a TV, Sérgio conseguia sobreviver, fazer graça com humanidade, dignidade, fazendo a crônica crítica humana desta cidade que ele amava.
Tia Zulmira, Primo Altamirando, Stanislaw Ponte Preta, seres mitológicos que deveriam ser recuperados para nossa atual geração yuppie, para incorporar um pouco de graça, inteligência e humanidade à essência desta nova geração. De um tempo em que a noite ainda não estava loteada entre os “promoters” (como estes imbecis se autodenominam), Sérgio é cria de uma geração onde era possível cruzar com Tom Jobim, Vinícius, Antônio Maria, Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, entre outros, livremente pela noite do Rio, tocando, fazendo graça, dando sentido à boêmia e escrevendo o itinerário poético de uma cidade que ainda teima, em alguns cantos como a Lapa, em tecer e conservar um pouco da poesia que é marca de sua verve.
Esquecido pelos céticos e sectários, Sérgio todavia, foi um dos intelectuais que, a sua maneira individual, anarquista, mais ridicularizou a ditadura. Seu imortal FEBEAPÁ hoje, no mundo das celebridades semianalfabetas viraria enciclopédia Barsa... Afinal, que frase cunharia o mestre ao assistir o show de atrocidades da TV, ele que imortalizou outra, atualíssima: “Se você acha que a programação da semana da TV é ruim, é porque ainda não assistiu a do fim de semana”...
E assim seguia sua vida, este homem incomum, poesia em pessoa, aqueles anjos redivivos laicos, como Vinícius, capaz de acordar já batucando seus textos na sua máquina de escrever ao som de um samba ou de um jazz de Armstrong, do qual falou, “se o jazz fosse o sistema solar, Armstrong seria o sol!”. Excepcional frasista, quiçá o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo, que frases cunharia ele para esta fase catastrófica de nossa música, ele que foi capaz de ironizar a Tropicália nestes termos: “Quanto mais eu escuto a moderna música baiana, mais eu gosto de Dorival Caymmi”. Que diria ele então da atual Bunda Music?
Politicamente incorreto, língua ferina, mordaz e picante, Sérgio era capaz de atos de desprendimento incríveis para ajudar um amigo caído, reza a lenda que ele fora o redescobridor de Cartola, no mitológico Zicartola. Era um amor de pessoa, embora com seu porte de atleta, era incapaz de cometer uma grosseira, embora seu biógrafo nos fale de um tiro na bunda de um marido traído, depois de tomar a arma do corno enfurecido. Uma história não confirmada, mais uma das lendas que cercam o mito do homem que encantava as mais belas mulheres do seu tempo, mais com sua inteligência, fineza, delicadeza, encantamento do que propriamente por sua aparência.
Capaz de arrancar graça até de um Botafogo X Fluminense, zero a zero (Sérgio era tricolor), jogo sem graça, onde um arquibaldo pulava, xingava, arrancava os cabelos, enquanto o resto da torcida nem bola dava para o jogo. Sérgio saiu com esta. “Este é capaz de fazer psiquiatra se masturbar de alegria”.
Leve, humano. Odiava poucas coisas, que eu tenha tido notícia, racista (que ele dizia, um racista devia ficar amarrado a outro até aprender a ser gente) e a Ditadura Militar (que dizem, teve influência na saída dele do Banco do Brasil), é de se pensar que frases e textos geniais Sérgio poderia criar no nosso Brasil de hoje... Com certeza daria um FEBEAPÁ 100, a saga da imbecilidade continua, com governadores tirando dinheiro da saúde para comprar voto com um copo de café da manhã; prefeito que troca calçada do município de quatro em quatro anos só para ganhar eleição e se elege só para dar porrada em camelô; deputado carioca que quer criar Associação de Ex-Gays, nos moldes dos alcoólatras anônimos, como se homossexualismo fosse doença; Presidente que virou ator exclusivo da rede globo de televisão (Bem que Sérgio disse que “Ninguém chega a Presidência da República impunemente)...
No meio de tanta imbecilidade na mídia e na política, com certeza Sérgio ia ter farto material para nos brindar com sua genialidade ímpar, que conseguia fazer da desgraça, graça; do infortúnio, material para o riso; da imbecilidade, o ridículo, e nos armava com o sarcasmo para rir daqueles que se acham por cima da carne seca, mas que no alto da falta de talento deles, são extremamente descartáveis em sua fama sem talento. Que falta nos faz, Sérgio Porto, nosso único e inigualável Stanislaw Ponte Preta. No nosso Brasil de hoje, se vivo nosso querido Stanislaw ia nos dar orgasmos múltiplos de risos.

Balbúrdia das letras: Chico Buarque, Cheiro da Terra Brasil

Balbúrdia das letras: Chico Buarque, Cheiro da Terra Brasil: Numa entrevista terna como soia ser Darcy Ribeiro, ele nos disse que o que mais dava saudade nele do Brasil era o cheiro da g...

Chico Buarque, Cheiro da Terra Brasil


Numa entrevista terna como soia ser Darcy Ribeiro, ele nos disse que o que mais dava saudade nele do Brasil era o cheiro da gente. Exilado, nosso indianista mais ilustre nos contou que o cheiro de outras terras, das coisas, da terra, das comidas, não era o mesmo do Brasil. Assim, nosso país são os cheiros de sua gente, o da feijoada na cozinha, de goiaba no quintal, das vazantes dos nossos rios, da maresia fulgurante de nosso litoral. E onde o som brasileiro tem mais cheiro de Brasil que não em Chico Buarque de Holanda?
A música de Chico é nosso perfume mais requintado, o mais fresco e úmido, o mais nítido e brilhante, o mais melancólico e candente, o mais sincero e puro. Olor de leite fresco em carro de boi, de tempero de cravo, canela e pimenta nativa, de morena de angola batucando seu som, um samba que se confunde com a própria comida e apetite.
Um amigo de Chico, Frei Betto, em um de seus livros, no ensina que somos biodiversos, que embora sejamos habitantes do planeta terra, antes de tudo descendemos de uma gente, com sua língua e falar próprio, com um ritmo, um acento, uma musicalidade, com a sua comida que é uma forma de perpetuar um ser peculiar e pitoresco, com sua forma de vestir e, no caso do Brasil, até uma forma peculiar de se despir que chega a chocar os pudicos e puritanos de plantão. Que pintor melhor para ilustrar esta biodiversidade brasileira senão Chico?
Da mesma forma que Caymmi vai tecendo suas marinhas e eternizando junto com Jorge Amado, em quadros invejados por Portinari, o mar e a gente da Bahia, Chico expõe cantando ao mundo toda a ternura infinda do homem cordial brasileiro. Um artista dual, que faz o elogio da beleza, da alegria e do amor, sem fechar os olhos para a imensa dor do Brasil. Alguém que não se tornou sádico, mas que encara a dor de frente, espera que um samba imenso venha e faça com que o tempo pare para ouvir. Alguém que grita dos porões e não se cala diante da tortura, que estende a mão para os presos e perseguidos e que nunca se vendeu.
O artista que cantou a dor da mãe da classe média que perdeu seu filho assassinado nos cárceres da Ditadura, mas que também conseguiu captar toda a dor da mãe do morro, que anônima, esquecida, só tem identidade quando seu “Guri” traz uma bolsa já com tudo dentro para ela finalmente se identificar e vê toda sua imensa tragédia expressa em letras garrafais na morte anônima estampada nos jornais sensacionalistas.
Chico é aquele que disse não. Que deixou de fazer shows quando era o cantor mais popular do Brasil, que disse não para a TV quando muitos disseram sim, mesmo que para isto tivessem que se prostituir, que se negou a vender sua alma para a Roda-Viva, enquanto a maioria disse sim em nome da própria sobrevivência. Ele é a antítese do Fausto de Goethe. Enquanto muitos se esgoelam para conseguir um lugar na ABL (até porque agora nem saber escrever é necessário pare ingressar nela), Chico que por merecimento deveria ocupar a cadeira de maior poeta brasileiro da atualidade, nos diz que é perpétuo o manifesto assinado pelo pai dele, que se negou a competir por um fardão de uma academia que havia imortalizado Getúlio Vargas. Ele é aquele que, diante de todas as facilidades, escolheu a porta estreita da dignidade. Enquanto antigos amigos pintam o rosto com palhaços para conseguir uma nesga de atenção na mídia, Chico prefere manter seus ideais, manter sua opção socialista e demonstrar sua solidariedade a Cuba.
Corre que seu nome pertencia a uma lista negra de artistas que sofreram uma “censura branca” durante a Ditadura. A “Redentora” queria só o Chico da Banda e de Carolina, mas ele nos deu “Cálice”, “Deus Lhe Pague” e “Apesar de Você”. Num país que foi emburrecido por décadas de tirania, nosso povo perdeu a dimensão do gênio que, quase anônimo, pode tranquilamente jogar suas peladas com o Politheama, ou escalar seu escrete de Futebol de Mesa. O que para ele é muito bom, inimigo da Chicolatria, ele continua a cultivar anonimamente rosas e rimas que têm o frescor da alma dolorida do nosso povo.
Se não houvesse qualquer outra razão para gostar de ter nascido e viver no meu país, Chico Buarque bastaria. Em 60 anos ele se tornou a síntese de um outro país possível pelo qual vale a pena lutar e é nosso dever construir.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Balbúrdia das letras: A esperança venceu o medo e a mentira

Balbúrdia das letras: A esperança venceu o medo e a mentira: "A esperança venceu o medo e a mentira. Li com espanto o texto da chapa 2, Conquistar para Mudar, que apregoa uma vitória sindical e di..."

A esperança venceu o medo e a mentira

A esperança venceu o medo e a mentira.

Li com espanto o texto da chapa 2, Conquistar para Mudar, que apregoa uma vitória sindical e diz que enfrentando o aparelhamento da entidade e o mar de dinheiro que a CUT teria esparramado na chapa 1, Mais Sisejufe, esta derrota teria sido, na verdade, uma vitória política. Como é de costume, só acusações sem prova e uma avaliação da derrota, que se transformou, na imaginação de quem perdeu nas urnas, numa vitória de Pirro, aquela em que se ganha uma batalha e se perde um exército.
E porque digo isto, porque as denúncias são pueris, quase tolas. A primeira, desmerece a Comissão Eleitoral que trabalhou durante todo o processo com tal isenção, que mereceu elogios dos observadores da Fenajufe, inclusive daqueles que apoiaram a chapa 2. Dizer que houve apropriação da Chapa 1 dos e-mails funcionais é mentir descaradamente, o que houve foi uma falha de sistema, na qual o boletim@sisejufe.org.br, que deveria estar trancado e ser de uso privativo da direção ficou aberto para toda a categoria, levando a uma enxurrada de mensagens, a grande maioria pró Chapa 2, que chegaram a todos os servidores e que levou a que encerrássemos a conta, haja vista que não conseguimos resolver o problema de segurança. O resto é simples ilação, por conta da derrota nos aposentados, disseram que "setores" da categoria "não bem determinados" votaram na chapa 1. Na verdade, os "setores" que votaram majoritariamente na chapa 1 devem ser respeitados, TODA A JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, TODO O TRT E 80% DO INTERIOR, COM EXCEÇÃO DAS ZONAS ELEITORAIS.
É importante frisar, que menos de 10% dos aposentados foram às urnas, se a participação fosse igual ao do restante da categoria (aproximadamente 70% com exceção dos aposentados) teríamos cerca de 600 votos, sendo que como para cada 3 votos, dois eram para a chapa 1, a diferença na apuração cresceria ainda mais.
De resto, a votação das duas chapas foi uniforme.
Frisamos que a nossa chapa foi a única que apresentou uma posição bem clara quanto ao subsídio, somos contrários ao sistema, não faremos enquete virtual e reabriremos o debate da carreira só depois de aprovado nosso PL. A chapa dois não teve crescimento eleitoral, não pelo menos na sua proposta tradicional. Começou a campanha tentando enganar a categoria, dizendo-se "independente", mas no segundo material já se assumiu Luta Fenajufe-Conlutas-PSTU e recebeu um mar de recursos do Luta Fenajufe para perder as eleições. Só que estes votos seriam  muito poucos para ganharem uma eleição.
Qual foi então a estratégia que eles decidiram montar? Decidiram fazer uma aliança sem programa, uma aliança por debaixo dos panos, apoiando o subsídio. Assim, tivemos uma chapa que manteve sua hegemonia no TRF fazendo um VIOLENTO DISCURSO CONTRA O SUBSÍDIO, NEGANDO O SUBSÍDIO COMO PEDRO NEGOU JESUS, DIZENDO QUE O SUBSÍDIO ERA PIOR QUE AS SETE PRAGAS DO EGITO, e que pediu votos no TRE dizendo que o subsídio ERA A ÚNICA PROPOSTA VIÁVEL AO PROJETO.
Foi apenas e tão somente uma aventura política, de alcance muito limitado. Depois das eleições, se eleitos, seria uma "diretoria em disputa", quase que inviabilizada, já que, segundo seus próprios membros, metade era a favor do subsídio, metade era contra o subsídio.
Mas perderam e o tempo é o senhor da Razão. Nas próximas assembleias, das duas uma, ou veremos os ante "defensores de última hora do subsídio", os antigos membros da oposição PSTU-Conlutas indo nas assembleias para ser contra o subsídio, ou eles simplesmente vão desaparecer para não se comprometer com seus aliados de ocasião.
Então, a vitória da Chapa 1, Mais Sisejufe, foi ainda mais expressiva, porque foi a vitória da maioria expressiva da categoria, 56%, contra dois campos distintos, que fizeram uma aliança puramente eleitoreira.
De um lado, a extrema esquerda, com vergonha de seu próprio discurso que não une nem aglutina, dizendo que é contra a retirada de direitos; de outro lado o subsídio, minoritário nos principais tribunais, mas que pediu votos para a chapa 2 nas Zonas Eleitorais com o discurso de quem vai retirar os direitos dos servidores antigos.
Quanto tempo durará uma aliança desta? Não mais que as próximas duas assembleias, quando terão que expor dura e cruamente suas opiniões para categoria, que diante do denuncismo vazio, e contra a retirada de direitos, preferiu quem tem prática real e não desaparece na hora da luta.
A esperança venceu o medo e a mentira!

A esperança venceu o medo e a mentira

A esperança venceu o medo e a mentira.

Li com espanto o texto da chapa 2, Conquistar para Mudar, que apregoa uma vitória sindical e diz que enfrentando o aparelhamento da entidade e o mar de dinheiro que a CUT teria esparramado na chapa 1, Mais Sisejufe, esta derrota teria sido, na verdade, uma vitória política. Como é de costume, só acusações sem prova e uma avaliação da derrota, que se transformou, na imaginação de quem perdeu nas urnas, numa vitória de Pirro, aquela em que se ganha uma batalha e se perde um exército.
E porque digo isto, porque as denúncias são pueris, quase tolas. A primeira, desmerece a Comissão Eleitoral que trabalhou durante todo o processo com tal isenção, que mereceu elogios dos observadores da Fenajufe, inclusive daqueles que apoiaram a chapa 2. Dizer que houve apropriação da Chapa 1 dos e-mails funcionais é mentir descaradamente, o que houve foi uma falha de sistema, na qual o boletim@sisejufe.org.br, que deveria estar trancado e ser de uso privativo da direção ficou aberto para toda a categoria, levando a uma enxurrada de mensagens, a grande maioria pró Chapa 2, que chegaram a todos os servidores e que levou a que encerrássemos a conta, haja vista que não conseguimos resolver o problema de segurança. O resto é simples ilação, por conta da derrota nos aposentados, disseram que "setores" da categoria "não bem determinados" votaram na chapa 1. Na verdade, os "setores" que votaram majoritariamente na chapa 1 devem ser respeitados, TODA A JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, TODO O TRT E 80% DO INTERIOR, COM EXCEÇÃO DAS ZONAS ELEITORAIS.
É importante frisar, que menos de 10% dos aposentados foram às urnas, se a participação fosse igual ao do restante da categoria (aproximadamente 70% com exceção dos aposentados) teríamos cerca de 600 votos, sendo que como para cada 3 votos, dois eram para a chapa 1, a diferença na apuração cresceria ainda mais.
De resto, a votação das duas chapas foi uniforme.
Frisamos que a nossa chapa foi a única que apresentou uma posição bem clara quanto ao subsídio, somos contrários ao sistema, não faremos enquete virtual e reabriremos o debate da carreira só depois de aprovado nosso PL. A chapa dois não teve crescimento eleitoral, não pelo menos na sua proposta tradicional. Começou a campanha tentando enganar a categoria, dizendo-se "independente", mas no segundo material já se assumiu Luta Fenajufe-Conlutas-PSTU e recebeu um mar de recursos do Luta Fenajufe para perder as eleições. Só que estes votos seriam  muito poucos para ganharem uma eleição.
Qual foi então a estratégia que eles decidiram montar? Decidiram fazer uma aliança sem programa, uma aliança por debaixo dos panos, apoiando o subsídio. Assim, tivemos uma chapa que manteve sua hegemonia no TRF fazendo um VIOLENTO DISCURSO CONTRA O SUBSÍDIO, NEGANDO O SUBSÍDIO COMO PEDRO NEGOU JESUS, DIZENDO QUE O SUBSÍDIO ERA PIOR QUE AS SETE PRAGAS DO EGITO, e que pediu votos no TRE dizendo que o subsídio ERA A ÚNICA PROPOSTA VIÁVEL AO PROJETO.
Foi apenas e tão somente uma aventura política, de alcance muito limitado. Depois das eleições, se eleitos, seria uma "diretoria em disputa", quase que inviabilizada, já que, segundo seus próprios membros, metade era a favor do subsídio, metade era contra o subsídio.
Mas perderam e o tempo é o senhor da Razão. Nas próximas assembleias, das duas uma, ou veremos os ante "defensores de última hora do subsídio", os antigos membros da oposição PSTU-Conlutas indo nas assembleias para ser contra o subsídio, ou eles simplesmente vão desaparecer para não se comprometer com seus aliados de ocasião.
Então, a vitória da Chapa 1, Mais Sisejufe, foi ainda mais expressiva, porque foi a vitória da maioria expressiva da categoria, 56%, contra dois campos distintos, que fizeram uma aliança puramente eleitoreira.
De um lado, a extrema esquerda, com vergonha de seu próprio discurso que não une nem aglutina, dizendo que é contra a retirada de direitos; de outro lado o subsídio, minoritário nos principais tribunais, mas que pediu votos para a chapa 2 nas Zonas Eleitorais com o discurso de quem vai retirar os direitos dos servidores antigos.
Quanto tempo durará uma aliança desta? Não mais que as próximas duas assembleias, quando terão que expor dura e cruamente suas opiniões para categoria, que diante do denuncismo vazio, e contra a retirada de direitos, preferiu quem tem prática real e não desaparece na hora da luta.
A esperança venceu o medo e a mentira!

A esperança venceu o medo e a mentira

A esperança venceu o medo e a mentira.

Li com espanto o texto da chapa 2, Conquistar para Mudar, que apregoa uma vitória sindical e diz que enfrentando o aparelhamento da entidade e o mar de dinheiro que a CUT teria esparramado na chapa 1, Mais Sisejufe, esta derrota teria sido, na verdade, uma vitória política. Como é de costume, só acusações sem prova e uma avaliação da derrota, que se transformou, na imaginação de quem perdeu nas urnas, numa vitória de Pirro, aquela em que se ganha uma batalha e se perde um exército.
E porque digo isto, porque as denúncias são pueris, quase tolas. A primeira, desmerece a Comissão Eleitoral que trabalhou durante todo o processo com tal isenção, que mereceu elogios dos observadores da Fenajufe, inclusive daqueles que apoiaram a chapa 2. Dizer que houve apropriação da Chapa 1 dos e-mails funcionais é mentir descaradamente, o que houve foi uma falha de sistema, na qual o boletim@sisejufe.org.br, que deveria estar trancado e ser de uso privativo da direção ficou aberto para toda a categoria, levando a uma enxurrada de mensagens, a grande maioria pró Chapa 2, que chegaram a todos os servidores e que levou a que encerrássemos a conta, haja vista que não conseguimos resolver o problema de segurança. O resto é simples ilação, por conta da derrota nos aposentados, disseram que "setores" da categoria "não bem determinados" votaram na chapa 1. Na verdade, os "setores" que votaram majoritariamente na chapa 1 devem ser respeitados, TODA A JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, TODO O TRT E 80% DO INTERIOR, COM EXCEÇÃO DAS ZONAS ELEITORAIS.
É importante frisar, que menos de 10% dos aposentados foram às urnas, se a participação fosse igual ao do restante da categoria (aproximadamente 70% com exceção dos aposentados) teríamos cerca de 600 votos, sendo que como para cada 3 votos, dois eram para a chapa 1, a diferença na apuração cresceria ainda mais.
De resto, a votação das duas chapas foi uniforme.
Frisamos que a nossa chapa foi a única que apresentou uma posição bem clara quanto ao subsídio, somos contrários ao sistema, não faremos enquete virtual e reabriremos o debate da carreira só depois de aprovado nosso PL. A chapa dois não teve crescimento eleitoral, não pelo menos na sua proposta tradicional. Começou a campanha tentando enganar a categoria, dizendo-se "independente", mas no segundo material já se assumiu Luta Fenajufe-Conlutas-PSTU e recebeu um mar de recursos do Luta Fenajufe para perder as eleições. Só que estes votos seriam  muito poucos para ganharem uma eleição.
Qual foi então a estratégia que eles decidiram montar? Decidiram fazer uma aliança sem programa, uma aliança por debaixo dos panos, apoiando o subsídio. Assim, tivemos uma chapa que manteve sua hegemonia no TRF fazendo um VIOLENTO DISCURSO CONTRA O SUBSÍDIO, NEGANDO O SUBSÍDIO COMO PEDRO NEGOU JESUS, DIZENDO QUE O SUBSÍDIO ERA PIOR QUE AS SETE PRAGAS DO EGITO, e que pediu votos no TRE dizendo que o subsídio ERA A ÚNICA PROPOSTA VIÁVEL AO PROJETO.
Foi apenas e tão somente uma aventura política, de alcance muito limitado. Depois das eleições, se eleitos, seria uma "diretoria em disputa", quase que inviabilizada, já que, segundo seus próprios membros, metade era a favor do subsídio, metade era contra o subsídio.
Mas perderam e o tempo é o senhor da Razão. Nas próximas assembleias, das duas uma, ou veremos os ante "defensores de última hora do subsídio", os antigos membros da oposição PSTU-Conlutas indo nas assembleias para ser contra o subsídio, ou eles simplesmente vão desaparecer para não se comprometer com seus aliados de ocasião.
Então, a vitória da Chapa 1, Mais Sisejufe, foi ainda mais expressiva, porque foi a vitória da maioria expressiva da categoria, 56%, contra dois campos distintos, que fizeram uma aliança puramente eleitoreira.
De um lado, a extrema esquerda, com vergonha de seu próprio discurso que não une nem aglutina, dizendo que é contra a retirada de direitos; de outro lado o subsídio, minoritário nos principais tribunais, mas que pediu votos para a chapa 2 nas Zonas Eleitorais com o discurso de quem vai retirar os direitos dos servidores antigos.
Quanto tempo durará uma aliança desta? Não mais que as próximas duas assembleias, quando terão que expor dura e cruamente suas opiniões para categoria, que diante do denuncismo vazio, e contra a retirada de direitos, preferiu quem tem prática real e não desaparece na hora da luta.
A esperança venceu o medo e a mentira!