quarta-feira, 11 de abril de 2012

Balbúrdia das letras: A Nova Idade Média Voltamos à idade média? Ligo a ...

Balbúrdia das letras: A Nova Idade Média
Voltamos à idade média? Ligo a ...
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A Nova Idade Média
Voltamos à idade média? Ligo a TV e vejo comerciantes da fé multimilionarios vendendo indulgencias em horário nobre e prometendo a cura da cegueira, do câncer e da Aids; falsos milagres ao vivo, com encenações combinadas grotescas, piores que as representações do Big Bosta Brasil. E tem mais no pacote, a perseguição aos gays, a submissão das mulheres, criadas para serem prendas ...domésticas, a repressão sexual como 'virtude' e como o único modo de evitar as DSTs, inclusive a AIDS, como ao contrário do que prega este falso moralismo, os ser humano vai continuar a transar, queiram ou não os falsos moralistas, isto só ajuda a disseminar ainda mais as doenças, e os nascimentos indesejados, já que sequer se pode usar preservativos e se deixa tudo nas mão de Deus. A pregação reacionário e a anti-científica do creacionismo, jogando fora mais de duzentos anos de descobertas científicas que nos transformaram em apenas um pequeno ponto no universo, pó de estrelas e não o Centro do Universo diante do qual, a terra, o universo gravitaria. Qualquer investigação policial mínima desbarataria estas igrejas de fachada, com suas ramificações criminosas de todos os tipos e negócios escusos bilionários. Multinacionais da fé explorando a pobreza e a ignorância, fé demais, fé demais, fede mais! Vende-se água benta que cura o câncer, e nas bizarrices das bizarrices, mesmo fora do horário das pregações tudo por dinheiro, passo de canal e vejo na Globo a idiota da Ana Maria Brega, dizendo que é só falar uma palavra bonita e engarrafar a água que ela vira milagrosa! Se você disser amor perto da água e depois engarrafar as moléculas da água ficarão cheias de amor!? O que isto se diferencia das vigarices da época da indulgência quando se vendiam pedaços da cruz de Cristo? Respeito as religiões e os religiosos, mas combato o fanatismo, a ignorância, a exploração da miséria do povo. Não há nenhuma diferença entre o ridicularizado do INRI Cristo e certos 'profetas' de 'respeito', que fazem comércio do divino na televisão! Até arrumar um homem para mulheres desesperadas por casar os caras prometem! É cara de pau demais! Jesus vende de tudo por apenas 10%, o sucesso financeiro, o sucesso amoroso a cura de qualquer doença, basta pagar 10% de tudo que você ganhar para o resto da vida em nome do conforto de vigaristas, amém! Os apóstolos semi-analfabetos do creacionismo, mas bastante espertos para enriquecerem muito rapidamente.
Religiosos sérvios e progressistas como Leonardo Boff e Frei Betto sabem que o mito da criação é só um mito; e acreditam no Bing Bang e na evolução, ou seja, boa parte da bíblia, mesmo para cristãos progressistas; é apenas simbolismo, mitologemas, com implicações e considerações sobre a existência humana, mas não existiram literalmente como os mercadores da fé pregam! Não existiu nenhum cativeiro judeu no Egito, as provas históricas são contundentes sobre a não presença dos judeus no antigo Egito, apenas o que houve foram incursões egípcias contra o paupérrimo reino de Israel. Isto mesmo, paupérrimo, se Salomão existiu, não era o rei mais rico do planeta, o antigo testamento fazia a narração maravilhosa e lendária de tudo o que o povo hebreu não conseguiu realizar na antiguidade. Não, não foram guerreiros vitoriosos, nem foram ricos, nem fizeram grandes conquistas culturais ou científicas, era um povo pobre, pequeno, e que conseguiu sua coesão através de uma religião fechada que os fez resistir culturalmente às várias assimilações de povos mais ricos e desenvolvidos como os romanos. Não existiram nem Muralhas de Jericó, nem peregrinação no deserto, tudo auto representações do povo judeu, como para os gregos e os romanos a Eneida, a Ilíada e a Odisséia. Teólogos progressistas, que dialogam com a ciência tem certeza absoluta de tudo o que eu escrevi acima e nem assim tem sua fé abalada. Este artigo não é para abalar a fé de ninguém, toda e qualquer pessoa pode acreditar no que quer, só que aqueles que temperam a sua fé com a ciência tem alicerces mais fortes até mesmo para sua crença, sabem que o Diabo não existe, que não há um inferno abaixo de nós, nem um paraíso acima das nossas cabeças. Para onde iremos depois da morte? Isto é o grande enigma!
Quando se deixa de se acreditar em tudo e se tempera a ré com a razão, é possível um diálogo com a ciência mais progressista, quando se acredita piamente em Éden e Adão e Eva, não como alegorias de uma criação muito mais complexa, infantilizamos e fanatizamos as pessoas. E isto com certeza impede a humanidade de progredir o fanatismo literal irracional, se Deus é Razão, e só pode ser Razão, a fé nunca pode ser irracional, como diria Spinoza e Hegel (só para citar dois grandes filósofos deístas, aliás, para Hegel, a Razão era a manifestação do Divino) os 'milagres' não existem, mas a própria existência da vida é um milagre e ele acreditava que as leis pelas quais a vida se organizava eram a manifestação do próprio Deus, assim ele nunca perdeu sua fé, mas nunca atentou contra a ciência, vendo nesta a manifestação do Divino, ou seja, para acreditar em Deus não é necessário ser medieval.

sábado, 10 de março de 2012

Balbúrdia das letras: Meu novo conto erótico, Encontro

Balbúrdia das letras: Meu novo conto erótico, Encontro: O encontro Aquele encontro era há muito ansiado, ambos há muito nos silêncios e nas entrelinhas, aguardavam e imaginavam o q...

Balbúrdia das letras: Meu novo conto erótico, Encontro

Balbúrdia das letras: Meu novo conto erótico, Encontro: O encontro Aquele encontro era há muito ansiado, ambos há muito nos silêncios e nas entrelinhas, aguardavam e imaginavam o q...

Meu novo conto erótico, Encontro

O encontro

Aquele encontro era há muito ansiado, ambos há muito nos silêncios e nas entrelinhas, aguardavam e imaginavam o que poderia ser uma noite fora das obrigações pessoais, do trabalho do cotidiano, o dele político e tumultuado, o dela artístico, mas bastante exaustivo. Ele há muito tempo imaginava como seria tocar nos cabelos encaracolados de Yara, mas as convenções existentes entre os dois somente os deixava em conversas acanhadas e sempre terminadas pela metade. Aquele encontro marcado, depois de muito tempo, os deixava frente à frente, ambos com imensa timidez inicial, começava erotizado pelo segredo, como fruto proibido, que estava na atitude dos dois de tornar a admiração mútua em algo a mais. Enquanto todos pareciam conversar sobre o mundo que pouco importava lá fora, eles não sabiam muito bem o que fazer, desejo e discrição, um imaginando o que sentiria o outro, bem comportados no início da dança.

Num bar comum de música ao vivo, dançavam até afastados, bebendo, e conversando. Num determinado momento do show, a cantora começou a cantar alguns sambas mais lentos, daqueles que se dança colados e o efeito do desejo de sentir um o rosto do outro bem colado ao pescoço, misturado com a euforia, com a sedução etílica começou a criar o clima ideal. Passaram a dançar juntos, corpo colado, lá ninguém os conhecia, o rosto dele colado no dela, a boca perto da orelha. Abusada e delicadamente ele deu um pequeno beijo no lóbulo da orelha, enquanto a mão acariciava a cintura dela, as bocas se viraram em um beijo demorado, seguido por muitos outros, com a carícia das mãos deslizando pelas costas e pela cintura dela, enquanto Yara segurava delicadamente a cabeça dele. As pernas se roçavam, sentiam o calor uma da outra e ela adivinhava o volume roçando nela e antevia o quanto de desejo ele sentia.

Sentaram-se, no canto, e as mãos dele se pousaram nas pernas dela e começaram a acariciar safadamente as coxas dela, enquanto trocavam dúzias de beijos. A vergonha, a timidez não os deixavam falar muito, mas ele pediu a conta resoluto e a convidou para se retirar dali, ela assentiu com a cabeça. No táxi, a caminho do hotel, ele disse que estava sozinho no quarto, e ela, safadamente, sem que o motorista percebesse, alisou o volume que se alçava por cima da calça, enquanto ele apalpava as coxas pela parte de dentro, chegando muito perto da calcinha, acariciando a virilha, havia códigos silenciosos e de tabu sendo quebrados, ambos morriam de vontade.

No quarto, sozinhos, a sofreguidão da noite que passaram juntos não os deixou que se acariciassem muito, Yara. Ansiava por ele, a dança, o clima, os silêncios os levavam a despir-se dos medos. Ele ansiava por ela. O pau pulsava por baixo da calça e ela já estava tão molhada, que ele a colocou na cama e apenas sentiu com a mão o rio que caudaloso que descia dela, ao colocar a calcinha dela de lado, começou a sugar sofregamente escutando seus gemidos de gata no cio, que quebraram o incômodo silêncio, ela se desfazia em suco na boca de seu homem, sentia uma energia intensa percorrer todo seu corpo e se remexia ritmadamente, chegando um orgasmo forte e intenso com as lambidas que ele compassadamente ia dando, ora só lambendo, ora a beijando e sugando, desejando levá-la ao estertor da paixão.

Yara o surpreendeu, abriu seu zipper e segurou com carinho o pau que estava lustroso e pulsante, começou a acariciá-lo com a mão e a sugá-lo, recompensando-o pela carícia anterior, intensa e direta, ele estava enlouquecido por aquela boca deliciosa, mas segurou-se, e a tomando pelos braços, voltou a deitá-la. Foi se esgueirando como um gato pelo corpo de Yara acima, sentindo o calor da pele dela, se encaixou com cuidado, a cabeça quente na entrada da xoxota dela e começou a brincar, roçando a cabecinha no clitóris, de forma a deixá-la com um intenso desejo de ser tomada, possuída, comida. Ela se ajeitava e deslizava para baixo, pediu que ele a comece e foi sentindo o pau entrar e entrar, de uma única vez, até o fim. Deitada com ele entre suas pernas, o beijando na boca, de olhos fechados, ela parou e ficou apenas beijando-o para sentir sua vagina inteiramente tomada sugando aquele pau gostoso dentro dela e aí ambos começaram a se mexer, a foder de maneira forte e viril, conjunta, ela o puxando com as mãos na bunda dele para dentro de si, o queria inteiro, num ritmo conjunto e tresloucado, até sentir, nos gemidos cada vez maiores e desconexos, a explosão simultânea e conjunta daquela noite de êxtase selvagem e apaixonado. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Balbúrdia das letras: OSamba do branco azedo esquizofrênico.FulgêncioPed...

Balbúrdia das letras: OSamba do branco azedo esquizofrênico.FulgêncioPed...: O Samba do branco azedo esquizofrênico. Fulgêncio Pedra Branca Stanislaw Ponte Preta, alther ego do saudoso Sérgio Porto, criou o in...
O Samba do branco azedo esquizofrênico.
Fulgêncio Pedra Branca
Stanislaw Ponte Preta, alther ego do saudoso Sérgio Porto, criou o inesquecível samba do Crioulo doido, feito por um compositor de escola de samba, que de tanto ser obrigado a escrever sambas patrióticos com grandes vultos históricos, ficou tantã e misturou todo mundo e ficou assim: Foi em Diamantina/ Onde nasceu JK/ Que a Princesa Leopoldina/ Arresolveu se casá/ Mas Chica da Silva/ Tinha outros pretendentes/ E obrigou a princesa/ A se casar com Tiradentes/ …/Joaquim José
Que também é/ Da Silva Xavier/ Queria ser dono do mundo/ E se elegeu Pedro II/ Das estradas de Minas/ Seguiu pra São Paulo/,E falou com Anchieta/ O vigário dos índios/ Aliou-se a Dom Pedro/ E acabou com a falseta/ Da união deles dois/ Ficou resolvida a questão/ E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história/ Que é dos dois a maior glória/ Da. Leopoldina virou trem/ E D. Pedro é uma estação também/ O trem tá atrasado ou já passou.
Algum fato deste tipo deve ter acontecido com os “simpáticos apresentadores globais, Glenda Kozlowski e Luís Roberto, que sinceramente seriam reprovados em qualquer prova do ENEM. Eles serão motivos de uma nova composição, agora o samba do branquelo esquizofrênico, que sem entender nada de samba e nada de nada, decide para ganhar uns trocados ser âncora de uma transmissão de escola de samba. Talvez seja por isto que a Globo faz uma campanha sistemática contra o exame, seus apresentadores sucumbiriam a testes simples de história e conhecimentos gerais. Junto com os repórteres a dupla de apresentadores mais parecia uma dupla de comediantes da escolinha do professor Raimundo, tantas foram as besteiras que falaram no ar, dignas de estarem no Febeapá do Grande Stanislaw.
Para começar a repórter chamou o Rio Tâmisa da Inglaterra de Rio Tâmis, erro de fazer minha sobrinha de três anos corar de vergonha, era apenas o início de duas noites de tortura sem fim. Ouvir a Glenda elogiar as “bolas redondas” da São Clemente foi de pedir para as crianças saírem da sala, o pleonasmo foi pornográfico ou melhor, pornofônico. Será que entre uma e outra sessão de bodyboarder não dava para ler um livrinho? O pequeno príncipe, ao menos?
Mas pasmem, não era suficiente. A Globo se superou na burrice de seus apresentadores: O artista Xangai virou Xangô! Xangô, deu vontade de perguntar, o da Mangueira, grande sambista, ou o orixá. Podiam pedir ajuda aos universitários, ou ao estagiário de jornalismo de plantão que não ia conseguir dizer tanta sandície. Mas eu caí do sofá, deixando minha cachaça Magnífica derramar quando as coisas começaram a esquentar. Imaginem olhar uma senhora de cerca de oitenta anos, Dona Neta da Mangueira, virar a neta do presidente de honra, Delegado, que tinha quase a mesma idade. Foi de chorar de rir! Pensam que acabou, que era suficiente? Nada disto, ainda no desfile da Mangueira Luís Roberto fez questão de dizer que a festa da Penha acontece no Bairro de Ramos, deve ser efeito das novelas globais, nas quais o Horto parece uma favela e o Encantado tem ônibus pirata, São Cristóvão fica perto de Campo Grande... E que o Cacique de Ramos desfile do Ramos a Bonsucesso e depois a Olaria, depois foi para o Centro da cidade. Antes não era desfile, era maratona Ramos-Bonsucesso-Olaria, quem chegasse vivo no Cacique ganhava.
Já se recuperaram? Posso contar mais, ou estão como eu fiquei, chorando de tanto rir? Não acabou, pasmem, não acabou. Glenda e Luís Roberto podem ser humoristas, seriam fantásticos na escolinha do Professor Raimundo, mesmo sem pauta, é só deixar eles falarem. Imaginem Marisa Monte, linda ao lado de Paulinho da Viola e a Glenda ataca: vejam agora, Vanessa da Mata fantasiada de Clara Nunes! Impagável! Impagável! De tirar o tubo... precisei de dois minutos para me recuperar das gargalhadas e o constrangido desmentido, não a Vanessa da Mata está mais atrás, mas que a Marisa Monte pode estar também representando a Clara Nunes, isto pode! Onde? Na imaginação tresloucada da dupla que mais parecia atores do filme Debby & Loide?
A coisa estava tão ruim que afetou até os comentaristas, ninguém da bancada sabia que a imperatriz fora a campeã em 1980 com o enredo da Bahia, e não houve um ponto no apoio para soprar! E a cantora de um música só, Fernandinha Abreu descobriu que a Imperatriz, com dois carros quebrados tinha alegorias melhor acabadas que a Portela, acabadas mesmo deve ser o Rio 40 Graus que fritou os miolos dela! Enem neles! Haja Febeapa, Mobral e Enem!
Mas o final é que foi fantástico, eu guardei o melhor para o final. Pensam que acabou, que foi dito tudo, de todas as maluquices globais, estão enganados. Tem mais. Num arroubo digno de Rui Barbosa, Luís Roberto deu uma de historiador ao comentar o Salgueiro, encheu o peito e explicou para todas as crianças do Brasil que Antônio Conselheiro foi um mártir da nossa independência! Eu demorei cinco minutos para parar de ri, quase perdi o fôlego. O movimento messiânico, sebastianista, mas de base social comunista virou luta pela independência do Brasil! Cala a boca, Magda! A Globo não precisa de humorismo, seus apresentadores já são uma piada, o final foi nota dez em estupidez. O Ministério da Saúde devia advertir, assistir à Globo faz mal à saúde mental, agora temos o samba do Branquelo esquizofrênico, Foi lá em Canudos que o Brasil ficou independente/ Antônio Conselheiro se aliou a Tiradentes...Stanislaw deve estar chorando de rir no andar de cima!